domingo, 28 de junho de 2009

Ascenção de um Anjo

Um dia um anjo desceu dos céus
e retirou a nossa Pérola da sua concha.
Mas como uma Pérola ela vai
permanecer eternamente nos nossos corações.

07/07/1979 – 23/06/2009


Quero agradecer todos os comentários e palavras de apreço dos amigos e leitores deste espaço, onde a Diana exprimia toda a sua vivência e pensamentos.
Elio (Marido), pais e irmão.

sábado, 27 de junho de 2009

One Last Goodbey (Um Último Adeus)

Antes de ouvirem esta música gostaria de explicar que este tema expressa todos os meus sentimentos neste momento de perda do AMOR da minha vida, a minha ALMA GÉMEA.

Elio (Marido)





Letra

“One Last Goodbye”

“How I needed you
How I grieve now you're gone
In my dreams I see you
I awake so alone”

“I know you didn't want to leave
Your heart yearned to stay
But the strength I always loved in you
Finally gave way”

“Somehow I knew you would leave me this way
Somehow I knew you could never.. never stay
And in the early morning light
After a silent peaceful night
You took my heart away
And I grieve”

“In my dreams I can see you
I can tell you how I feel
In my dreams I can hold you
And it feels so real”

“I still feel the pain
I still feel your love
I still feel the pain
I still feel your love”

“And somehow I knew you could never, never stay
And somehow I knew you would leave me
And in the early morning light
After a Silent peaceful night
You took my heart away
I wished, I wished you could have stayed”


[Lyrics & Music: D. Cavanagh; Anathema]

domingo, 14 de junho de 2009

Peso / Leveza

Milan Kundera escreveu no livro A Insustentável leveza do ser:

“Quanto mais pesado for o fardo, mais próxima da terra se encontra a nossa vida e mais real e verdadeira é. Em contrapartida, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, fá-lo voar, afastar-se da terra, do ser terrestre, torna-o semi-real e os seus movimentos tão livres quanto insignificantes. Que escolher, então? O peso ou a leveza?”

“Pode sempre explicar-se o drama de uma vida através de uma metáfora do peso. Costuma dizer-se que nos caiu um fardo em cima. Carregamos com esse fardo, suportamo-lo ou não o suportamos. Lutamos com ele, perdemos ou ganhamos.”

A balança pendeu sempre mais para um dos lados. Nem sequer é difícil perceber qual. Mesmo assim, quando olho para trás sinto uma certa leveza. A leveza do peso que já passou.
Neste momento, impõe-se o jogo da paciência, de conhecer e respeitar as minhas próprias limitações, mas posso dizer que a recuperação, apesar de lenta, está no caminho certo. Um sinal disso, é que as consultas semanais passaram agora a ser quinzenais.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

+ Barcelona


O filme Vicky Cristina Barcelona fez-me lembrar outras estórias que, se calhar, já todos ouvimos de amigas que embarcam numa viagem rumo à aventura, à loucura, ao desconhecido. Depois há o cenário dessa incrível cidade, Barcelona. Há também a complexidade das relações humanas, os diferentes conceitos em relação ao amor, o dilema entre as emoções e a consciência, as deambulações entre o mundo das artes e da boémia... E no final das férias Vicky e Cristina regressam às suas vidas, com muitas recordações na bagagem...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Tenho uma amiga que...

... aproveitou um fim de semana XL para ir a Barcelona. Se não fossem as coisas inesperadas da vida, possivelmente eu já teria feito o mesmo. É uma daquelas cidades que adorava conhecer. Ela sabe bem disso e não hesitou em partilhar comigo as suas fotos e tudo o que sentiu ao caminhar por lá.



Aliás e agora que penso nisso, esta minha amiga também me ofereceu um livro que me deu a possibilidade de viajar através das páginas de uma outra cidade, Istambul – Memórias de uma Cidade de Orhan Pamuk, distinguido em 2006 como Prémio Nobel da Literatura. Deixo aqui algumas passagens:

“Quem quer dar um sentido à sua existência interroga-se também, pelo menos uma vez na vida, sobre a situação e a época em que nasceu. O que significa nascer em certo lugar do mundo e em determinado momento da História?”

“Cada novo olhar para aquelas fotografias evocava em mim a importância da vida e dos instantes que quisemos preservar do tempo para os pôr em realce no interior de uma moldura. (…) tinha de súbito a impressão de que a existência era feita para oferecer oportunidades de viver esses momentos especiais que se metiam dentro das molduras.”

Obrigada amiga, por tudo!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

It feels so GOOD!

Depois de 3 semanas e 4 dias isolada, não encontro palavras para descrever a sensação que é sair à rua, fechar os olhos, abrir os braços, receber um novo dia, inspirar plenamente a suave brisa trazida pelo vento e sentir na pele o calor do sol. Mai bom.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Revejo-me nas palavras de...


"Considerar a nossa maior angústia como um incidente sem importância, não só na vida do universo, mas na da nossa alma, é o princípio da sabedoria. Considerar isto em pleno meio dessa angústia é a sabedoria inteira. No momento em que sofremos, parece que a dor humana é infinita. Mas nem a dor humana é infinita, pois nada há humano de infinito, nem a nossa dor vale mais que ser uma dor que nós temos."


Fernando Pessoa in Livro do Desassossego

É verdade que tenho estado ausente do mundo da blogosfera, não por opção, mas tão somente porque fiquei sem Internet... O facto é que coincidiu com aquela que foi, talvez, a semana mais longa da minha vida... Os dias, as horas, os minutos, os segundos intermináveis... Estou em fase de recuperação pós-transplante, os meus valores começam a dar os primeiros sinais positivos e com eles começo a ter novamente vontade para ler e escrever... Talvez um dia, à distância do tempo, consiga escrever sobre estas semanas de isolamento.

domingo, 10 de maio de 2009

Blindness / Ensaio sobre a Cegueira

Li o livro “Ensaio Sobre a Cegueira” por volta do ano 2000 e recordo-me bem deste facto, porque anteriormente tinha-me debatido para conseguir ler o “Memorial do Convento”, sem grande sucesso. O “Ensaio sobre a Cegueira”, pelo contrário, conquistou-me facilmente e logo nas primeiras linhas a curiosidade ficou ali a pairar. Depois outros se lhe seguiram, como “A Caverna”, “O Homem Duplicado”, “Ensaio sobre a Lucidez” e, mais recentemente “As Intermitências da Morte”.




Do livro que li há 9 anos atrás, recordo-me de uma história intrigante que começava com uma súbita epidemia de cegueira colectiva. Recordo-me do período de quarentena, das limitações do ser humano para realizar as tarefas mais básicas, dos que se aproveitaram desta situação para revelarem o seu lado mais obscuro, mais cruel, ganancioso e violento. E aqui reside, talvez, a parte mais chocante do livro. Nós próprios sentimo-nos cegos e angustiados durante a sua leitura e a única coisa que nos liberta de todos os horrores, é o facto de estarmos a ser guiados pelas mãos corajosas e bondosas de uma mulher que não cegou (a mulher do médico) e que é a grande testemunha do caos e da desordem entretanto instalados. É ela que inspira confiança, é nela que depositamos as nossas esperanças.
O filme representa bem o livro. Gostei especialmente dos contrastes luz branca/sombra que o realizador incutiu em diferentes passagens. Pessoalmente, tratou-se de rever no ecrã algo que já havia mexido comigo e que, 9 anos depois, não me deixou indiferente.
É por estas e por outras que dou conta que estou a ficar velha. 9 anos...

sábado, 9 de maio de 2009

Slumdog Millionaire

Este filme é uma viagem à Índia, uma Índia profunda, distante e desconhecida aos meus olhos. Uma Índia preenchida por mil cores, pela vivacidade das crianças dos subórbios e pela música inebriante.
A história deste filme envolve-nos, também, no cenário do famoso concurso “Quem quer ser milionário?”.
Jamal poderia ter sido um concorrente como tantos outros. Poderia, mas não foi. Em primeiro lugar, porque acaba por surpreender tudo e todos com as suas respostas. São respostas que ele aprendeu ao longo da sua vida, da sua experiência nas ruas, fora dos livros e da escola. E em segundo lugar, porque a razão que o levou a concorrer está relacionada com a sua própria história de amor com Latika: rapaz conhece rapariga, desencontram-se, voltam a encontrar-se, separam-se e ele tem esperança...



“I knew you would be watching.”
“This is our destiny.”

É um filme que preenche o imaginário de quem acredita ser possível dar o salto e ascender a algo mais, contrariando as piores possibilidades e expectativas.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Condicionamento

Entrei pela primeira vez neste quarto na segunda feira ao final da tarde.
É um quarto acolhedor, amplo, com uma televisão, um leitor de dvd's, uma bicicleta de ginástica, um roupeiro e, claro, uma cama. É tudo muito simples. Depois temos uma janela com vista para o centro comercial, para o metro, para o hotel e para o parque de estacionamento.
Para minha grande surpresa, a comida aqui é muito boa: pão quentinho com a manteiga a derreter por cima, ovos mexidos pasteurizados, batatas fritas, sopa de canja de galinha, sumos da compal, peixe no forno, bifinhos com arroz... Era capaz de me habituar a isto :)
Nestes próximos tempos poderei falar-vos dos livros e dos filmes que trouxe. Por falar nos livros, tinha eu andado com todo o cuidado a pegar neles, para os manter novos e intactos e eis que chegam às mãos do IPO e o processo de esterialização transformou-os por completo. Estão praticamente irreconhecíveis, muito amarelos e amarrotados :(
À parte deste percalço, está tudo a correr conforme o previsto, muita quimio e muito soro.

E umas saudades de beber um café a seguir ao almoço... Isso é que era, mas neste caso vou ter mesmo que me ficar pela imagem.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Ainda do Fim de Semana Prolongado...


... pequenas preciosidades da natureza

Do Fim de Semana Prolongado...

... guardo o teu sorriso lindo, o teu olhar meigo e atento, as tuas mãos estendidas nas minhas, os teus abraços, bem apertadinhos... Minha Pérola do Alântico.

...guardo os almoços em família, com o cheiro da comidinha a insinuar-se do forno, assim como os vossos passos e vozes a deambularem pela casa enquando eu ainda estou meia a dormir.

... guardo, sem darem por isso, os vossos rostos. Um a um: o do pai, o da mãe, o do mano, o da V., o da avó, o da madrinha, o do padrinho e o do priminho. Obrigada por me terem dado os alicerces, por fazerem de mim aquilo que hoje sou, por me apoiarem sempre, por acreditarem em mim!

... guardo dos meus amigos tudo o que eles são e tudo o que me têm dado e ensinado. Sem balanças para medir o que uns dão a mais e outros a menos, importa saber que são amizades genuínas, verdadeiras, umas antigas, outras mais recentes, nem sempre perfeitas, mas sempre presentes no meu coração.

... guardo entusiasticamente todas as sms´s de apoio que me enviam, as mensagens deixadas na caixa do correio electrónico, os telefonemas do tipo «era só para ouvir a tua voz, saber que estás bem» e, claro, os comentários no blog que me deram a oportunidade de conhecer pessoas novas e de me reaproximar de outras que toda a vida estiveram ali do meu lado. Sei disso agora...

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Anúncio Oficial

Os senhores do Serviço de Unidade de Transplantação de Medula óssea do IPO do Porto, que são seguidores acérrimos deste estaminé, não ficaram indiferentes ao meu pedido e eis que me ligaram para me informarem que na próxima segunda feira a minha vida vai deixar o modo pause... Eu bem que desconfiava que eram eles os detentores do comando... O nervoso miudinho está a começar a tomar conta de mim e geralmente descamba para a parvalheira...
Agora um bocadinho, mas só um bocadinho mais a sério, tenho um fim de semana prolongado para gozar, para pôr as ideias no lugar, para fazer as malas (uma mala cheia de pijamas, note-se), para escolher os livros e dvd´s que me irão fazer companhia entre quatro paredes e, acima de tudo, para ganhar coragem...
E se estivessem no meu lugar, com 3 dias para aproveitar antes de um assustador auto-transplante, o que fariam? Aceitam-se sugestões!

Vida em Pause

A minha vida está em pause. Não encontro o comando. Já revistei a casa, os sofás e nada. Não sei onde o deixei. Se alguém o encontrar, por favor carregue no play. Aliás, preferia que clicassem no forward. É isso.

domingo, 26 de abril de 2009

Bilhete Postal


Sempre que posso regresso aqui, a ti, uma e outra vez.
Conheço cada recanto teu, sei contornar os teus labirintos, as tuas correntes e contra-correntes. Já te fotografei dos mais diversos ângulos. És o meu farol nas noites em que a escuridão é maior. O confidente silencioso dos dias cinzentos. Gosto de ti ao luar, dessa tua melancolia pitoresca. Assim como gosto da luz com que brindas os veraneantes e da tua perfeita simbiose azul/verde.
Talvez te tenha idealizado.
Debruço-me sob a varanda do tempo e o inesperado efeito flashback devolve-me lembranças daquilo que fomos... Numa espiral de emoções.
Mudei, mudámos, mas nada consegue quebrar o facto de tudo isto fazer parte de mim por inteiro.


sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril



Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen, O Nome das Coisas (1977)


Há uma geração que é filha da Revolução dos Cravos, herdeira da liberdade.
Esta geração aprendeu, nos serões familiares ou nas aulas de História, que antes do 25 de Abril de 1974 se vivia de uma forma muito diferente. Vivia-se sob a alçada do regime salazarista, sem liberdade de pensamento e de expressão. Grande parte da população era analfabeta, abandonava a escola e começava a trabalhar muito cedo para auxiliar a família. Portugal era um país rural, vivia-se no campo, trabalhava-se na agricultura e na pesca. Eram poucas as casas que tinham água canalizada e esgotos. Os cuidados de saúde eram, praticamente, inexistentes e a taxa de mortalidade infantil era elevada. As mulheres não tinham os mesmos direitos que os homens, dependiam deles e não tinham direito ao voto. A igreja católica mantinha uma relação privilegiada com o Estado Novo.
Estes são pequenos fragmentos de um país pobre, atrasado e fechado. Retrato de um país que não convém esquecer, sobretudo quando começam a surgir vozes sugerindo que antigamente-é-que-era-bom.

É certo que estamos a atravessar um período crítico, de insatisfação com a democracia e com as instituições, com especial destaque para o mau funcionamento da justiça, no entanto e considerando a sondagem realizada pela Revista Visão, os portugueses apreciam a liberdade enquanto realidade indiscutível e incontornável que tem vindo a progredir e a consolidar-se.

“A liberdade tem, para os inquiridos, os conteúdos que mais directamente a caracterizam: pensar, falar, escrever, ler, viajar, deslocar-se na cidade, votar, associar-se e fazer greve. Pensam, no entanto, que as dificuldades económicas e o desemprego podem condicionar a liberdade”.

António Barreto in Revista Visão

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Dupla Sedução



Cada vez temos mais dificuldades em confiar nos outros. Tornámo-nos oficialmente desconfiados. É-nos difícil desarmar à primeira, à segunda ou até mesmo à terceira. À mínima coisa damos por nós a ligar o “complicómetro”. Porque há aqueles que são calculistas, os que se julgam mais espertos, os que só conseguem desiludir, os que nada têm a perder, os que deixam feridas em aberto, os que se escondem por detrás das aparências, os que fazem jogo duplo. E depois há os que nunca aprendem, os que carregam decepções, os que se deixam levar, os politicamente correctos, os que ainda têm esperança, os que já a perderam e os que a reencontraram. Por vezes somos tudo isto, umas vezes de forma consciente, outras sem darmos por isso.
E moral da história: quem ri por último ri melhor.

Gran Torino



Há pessoas que vivem agarradas ao passado, pessoas que têm dificuldades em perceber este mundo vertiginoso das mudanças. Walt (Clint Eastwood) é uma dessas pessoas, com um passado sombrio que lhe pesa na consciência e com o hábito de cerrar os dentes para demonstrar o seu desagrado perante a indiferença dos seus filhos, o desprezo dos seus netos e a estranheza que a cultura dos seus vizinhos asiáticos lhe provoca. Refugia-se no seu alpendre, enquanto observa com atenção e amargura a descaracterização do seu bairro.
Poderíamos pensar que este é um filme sobre violência urbana, preconceitos, (in)tolerância, choque de culturas ou de gerações, mas o filme é surpreendentemente mais do que isso. Eu diria que é um filme sobre a nossa capacidade de adaptação e aprendizagem ao longo da vida, sobre amizade e respeito, sobre justiça e redenção, lembrando-nos que estamos sempre a tempo de mudar, de melhorar.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Efeito Lexotan

Os contextos podem até ser muito diferentes, mas tal como os sobreviventes do terramoto em Itália se questionam porque razão o destino os escolheu a eles e à sua região para palco de tamanho drama, também nós fazemos estas questões quando o chão parece fugir debaixo dos nossos pés.
São questões para as quais não encontramos respostas. São questões que levam a outras e, nestas alturas, a única coisa que queremos é apurar responsabilidades. Iludimo-nos a pensar que esse é o cerne da questão, mas mais tarde ou mais cedo percebemos que as dicotomias justo/injusto, sorte/azar não têm grande aplicação ou utilidade prática, assim como não faz muito sentido atribuir a culpa a um Deus ou aos outros ou até mesmo a nós próprios. Tão discutível, não é? Eu sei. Para mim, resume-se a um: simplesmente aconteceu. O que poderá não ser tão simples é a forma como reagimos. Porque poderá sempre haver a revolta, a vontade de parar, o desânimo, a depressão, a angústia, a apatia... Porque a vida, por vezes, ganha o formato de uma prova de obstáculos, intervalada por breves momentos de felicidade. Mas o contrário também pode ser verdade, uma vida cheia de momentos felizes, intervalada por algumas dificuldades. Tudo é tão relativo, o que me leva a pensar que o mais importante mesmo é aprender a relativizar.

PS - Vou estar ausente o resto da semana. Espera-me um check-up médico e o mais estranho é que, nestas horas que se antecedem, dá-me para escrever e escrever e divagar... Porque será?

Revejo-me nas palavras de...

Pedro Almodóvar quando diz:

"Pouco a pouco fui-me habituando à ideia de que os meus problemas não teriam uma solução imediata."

in Revista Visão

Já passou tanto tempo e com ele fui-me apercebendo que ainda será preciso muito mais...