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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Tenho uma amiga que...

... aproveitou um fim de semana XL para ir a Barcelona. Se não fossem as coisas inesperadas da vida, possivelmente eu já teria feito o mesmo. É uma daquelas cidades que adorava conhecer. Ela sabe bem disso e não hesitou em partilhar comigo as suas fotos e tudo o que sentiu ao caminhar por lá.



Aliás e agora que penso nisso, esta minha amiga também me ofereceu um livro que me deu a possibilidade de viajar através das páginas de uma outra cidade, Istambul – Memórias de uma Cidade de Orhan Pamuk, distinguido em 2006 como Prémio Nobel da Literatura. Deixo aqui algumas passagens:

“Quem quer dar um sentido à sua existência interroga-se também, pelo menos uma vez na vida, sobre a situação e a época em que nasceu. O que significa nascer em certo lugar do mundo e em determinado momento da História?”

“Cada novo olhar para aquelas fotografias evocava em mim a importância da vida e dos instantes que quisemos preservar do tempo para os pôr em realce no interior de uma moldura. (…) tinha de súbito a impressão de que a existência era feita para oferecer oportunidades de viver esses momentos especiais que se metiam dentro das molduras.”

Obrigada amiga, por tudo!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Do Fim de Semana Prolongado...

... guardo o teu sorriso lindo, o teu olhar meigo e atento, as tuas mãos estendidas nas minhas, os teus abraços, bem apertadinhos... Minha Pérola do Alântico.

...guardo os almoços em família, com o cheiro da comidinha a insinuar-se do forno, assim como os vossos passos e vozes a deambularem pela casa enquando eu ainda estou meia a dormir.

... guardo, sem darem por isso, os vossos rostos. Um a um: o do pai, o da mãe, o do mano, o da V., o da avó, o da madrinha, o do padrinho e o do priminho. Obrigada por me terem dado os alicerces, por fazerem de mim aquilo que hoje sou, por me apoiarem sempre, por acreditarem em mim!

... guardo dos meus amigos tudo o que eles são e tudo o que me têm dado e ensinado. Sem balanças para medir o que uns dão a mais e outros a menos, importa saber que são amizades genuínas, verdadeiras, umas antigas, outras mais recentes, nem sempre perfeitas, mas sempre presentes no meu coração.

... guardo entusiasticamente todas as sms´s de apoio que me enviam, as mensagens deixadas na caixa do correio electrónico, os telefonemas do tipo «era só para ouvir a tua voz, saber que estás bem» e, claro, os comentários no blog que me deram a oportunidade de conhecer pessoas novas e de me reaproximar de outras que toda a vida estiveram ali do meu lado. Sei disso agora...