...guardo os almoços em família, com o cheiro da comidinha a insinuar-se do forno, assim como os vossos passos e vozes a deambularem pela casa enquando eu ainda estou meia a dormir.
... guardo, sem darem por isso, os vossos rostos. Um a um: o do pai, o da mãe, o do mano, o da V., o da avó, o da madrinha, o do padrinho e o do priminho. Obrigada por me terem dado os alicerces, por fazerem de mim aquilo que hoje sou, por me apoiarem sempre, por acreditarem em mim!
... guardo dos meus amigos tudo o que eles são e tudo o que me têm dado e ensinado. Sem balanças para medir o que uns dão a mais e outros a menos, importa saber que são amizades genuínas, verdadeiras, umas antigas, outras mais recentes, nem sempre perfeitas, mas sempre presentes no meu coração.
... guardo entusiasticamente todas as sms´s de apoio que me enviam, as mensagens deixadas na caixa do correio electrónico, os telefonemas do tipo «era só para ouvir a tua voz, saber que estás bem» e, claro, os comentários no blog que me deram a oportunidade de conhecer pessoas novas e de me reaproximar de outras que toda a vida estiveram ali do meu lado. Sei disso agora...
