Para quem tem os nervos à flor da pele ser levada por aqueles corredores, em que as luzes se vão sucedendo umas às outras como se de um desfile se tratasse, digamos que não é coisa fácil. Depois há o ritual do tapete e finalmente a entrada naquela sala fria, pouco acolhedora, com luzes redondas, implacavelmente apontadas na minha direcção e repleta de objectos que podemos associar ao acto de tortura.
A primeira vez que entrei numa destas salas tive uma paragem respiratória - resultado de emoções fortes. Nesta segunda vez, correu tudo como era suposto: anestesia e um, dois, três... Adormeci. Quando acordei disse um disparate qualquer do género "estive a sonhar com coisas boas", apesar de não me recordar de nada.
E pronto, tenho um catéter novo, retiraram o implantofix e colocaram um que permite a recolha de células. Na próxima segunda vou começar a fazer essa recolha... (auch!)
Há 9 anos